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Ainda a literatura policial

8 de abril de 2019

Levei dois livros meus ao Choque Literário, espaço que reuniu editoras e autores independentes no sábado, 6 de abril: “Um enterro para Suzana”, que acaba de ser editado pela Patuá, e “Nove tiros em Chef Lidu” (Circuito). Levei para a banca da Aberst, Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror, da qual sou associada.

“Um enterro para Suzana” reúne contos, alguns já publicados. O título do livro é o título do primeiro conto, quase uma novela. Suzana é a amiga que morre. O livro tem tamanho de uma revista, parece uma revista. Mas é um livro. Outros contos do livro também são policiais, como Rosa, Na delegacia, e Sílvio, não se esqueça do cacto (adoro o nome desse conto).

Rosa foi também publicado no livro “Onda de crimes”, editado pela Avec. A publicação foi coordenada  por Cesar Alcázar, que organiza o Porto Alegre Noir, encontro de cinema e literatura policial. Uma honra pra mim participar desse livro, o Cesar inaugurou, com o Porto Alegre Noir, uma maneira nova de ver e ler filmes e romances policiais.

O Porto Alegre Noir, que já está na segunda edição, começando aliás essa semana (9 a 14 de abril), é uma oportunidade para o debate da realidade por meio de literatura que fala sobre violência e mistério. No ano passado participei de uma mesa (Desconstruindo estereótipos femininos na ficção policial). 

Olhando a programação,  vi que dia 13 de abril o tema do workshop será “Assassinato Aconchegante: O Universo dos Cozy Mysteries”, com Matheus Ferraz.

Eu nunca tinha ouvido falar na expressão cozy mysteries e fui procurar. Pelo que li na internet, cozy mysteries são histórias policiais que falam de violência com humor, têm detetives amadores, acho que é mais ou menos isso.

Fiquei pensando se minhas histórias poderiam ser consideradas cozy mysteries e cheguei à conclusão de que não, já que têm humor, mas, ao mesmo tempo, alguma tristeza.

Agora me lembrei que T.S. Eliot diz que abril é o mais cruel dos meses. Mas, depois disso, ele diz, germina (tradução de Ivan Junqueira), ou criando (tradução de Caetano Galindo). Assim começa A terra devastada, The waste land

 

Aqui o link para o Porto Alegre Noir: https://portoalegrenoir.wordpress.com.


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