Archive for novembro \21\America/Sao_Paulo 2019

De vez em quando na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio

21 de novembro de 2019

 

2019-08-07 12.29.52-3.jpg

 

De manhã está todo mundo se preparando para o dia, dá pra ver a expectativa no rosto. Na hora do almoço a avenida fica lotada. Pessoas entram e saem dos bares e restaurantes. Há muitos árabes, um deles é melhor, compro esfihas pra levar pra casa.

 

2019-08-05 17.47.23.jpg

 

No fim da tarde tá todo mundo aliviado, o dia de trabalho ou funções terminou.

Há quatro farmácias ou mais entre a Avenida Paulista e a Alameda Ribeirão Preto. Tenho visto muitas farmácias por toda a cidade. E o Supermercado Extra na Brigadeiro é grande demais – nunca vou lá.

Do outro lado da Paulista está a Livraria Martins Fontes, em uma galeria, dividida em três lojas, uma para livros em geral, outra para livros de arte, arquitetura, culinária, outra para livros técnicos de informática. Às vezes encontro um colega perto dos livros de política e filosofia. Quando não escapamos um do outro cumprimentamo-nos constrangidos. Ele e eu parecemos cúmplices no que diz respeito aos livros, mas nunca conversamos.

Na outra galeria ainda, atravessando a rua, está o Sushi Gen, restaurante japonês do Shimizu, que morreu faz um tempo. Acompanho a história do restaurante, agora o filho dele veio do Japão pra cuidar. Quando Shimizu estava vivo eu me sentava no balcão e ficava olhando ele cortar peixes e modelar o arroz, muito concentrado. Fiquei um tempo sem ir e um dia entrei e Shimizu  não estava mais. O Sushi Gen  continua ótimo.

A Conectas, ONG de direitos humanos, está em um dos edifícios  da galeria, e a minha dentista também. Na mesma galeria está o Correio de onde envio meus livros para as pessoas quando tenho tempo, lá a fila é sempre grande.

Voltando ao lado que vai para o centro está a igreja, soberana. Eventualmente  entro e rezo um pouco, ou entro e saio, ou penso, ou nada. A igreja é um lugar onde se pode descansar, está sempre fresca.

Do outro lado da rua estão os bares, as tortas doces e velhas expostas nas vitrines, pessoas dormindo na calçada, nunca dá pra ver o rosto, se desse ninguém olharia porque é triste ver. Não dá pra ver o rosto porque elas se cobrem bem.

Quando caminho a pé pela Avenida Paulista para o Conjunto Nacional passo pela Gazeta, pelo cinema, pelo teatro. Aos poucos a cena muda, as pessoas não dormem mais na rua, só vendem coisas diversas, cachecóis ou colares ou pinturas. E há muitas bancas de jornal que vendem de tudo, até jornal. E filmes de DVD. E livros.

Sempre trabalhei no Centro, então a Brigadeiro pra mim é muito familiar, consigo quase meditar ali. É um estar e não estar, o pensamento em um lugar e os pés no chão.  Depois de um tempo fico invisível: preciso desses intervalos.

2019-08-02 17.12.31.jpg

PanaCota Literária

10 de novembro de 2019

Nanete Neves e eu estamos fazendo um podcast semanal, PanaCota Literária. Já está no Youtube e no Spotfy e  logo estará em outras plataformas. Em 10 minutos conversamos sobre um tema literário e convidamos pessoas que trabalham com esse tema pra falarem sobre o que fazem, escrevem, editam. O primeiro episódio foi sobre ficção científica brasileira. Ouvimos Luiz Bras.

O segundo será publicado na terça-feira, dia 12 de novembro, e será sobre poesia.  Juliano Costa, músico, compôs uma entrada pra gente e edita as conversas que gravamos. Estamos bem animadas porque juntamos pessoas bacanas, que realizam projetos bacanas, que falam sobre eles pra ouvintes bacanas também. O podcast é uma forma de comunicação espontânea e informal que aproxima as pessoas.

Aqui está o episódio 1: PanaCota Literária.


%d blogueiros gostam disto: