Posts Tagged ‘Outono literário’

Ele cuida da Ótica

6 de dezembro de 2018

Escrevi este texto durante oficina com Cadão Volpato em 2017, o objetivo era criar um personagem. Enviei para publicação no Mulherio das Letras Europa, organizado por Sonia Palma e editado por Fatima Nascimento, da Editora Fafalag, na Alemanha. O livro foi lançado em Perugia, na Itália, em encontro do Mulherio (2018) formado por mulheres que vivem na Europa.

Adorei a capa. O livro veio direto da Alemanha com esses marcadores lindos da Editora Fafalag.  

É muito bom participar de publicação tão inspirada e com um personagem como Tony, que pode prosseguir, mas também parar por aqui.

Leituras diversas

16 de novembro de 2018

Leio bastante. A lanterna mágica de Ingmar Bergman, A noite da espera de Milton Hatoum, A uruguaia de Pedro Mairal.

A escrita de ficção segue. Reuni contos, alguns inéditos, outros não, e vamos publicá-los até o fim do ano, começo do próximo (Editora Patuá).

Tenho a impressão de que com a reunião dos contos termino uma fase ligada ao suspense policial.

Mas toda escrita é de suspense, então não sei se vai fazer muita diferença.

Estou começando outro romance, ainda não dá pra falar dele. Só que não é policial. Escrevo mentalmente.

Voltando às leituras, A uruguaia, de Pedro Mairal, tem um narrador homem, Lucas Pereyra. Ele é divertido e triste, impossível não simpatizar com a ingenuidade dele, que se acha o maior esperto. É escritor. O livro tem um enredo simples, mas não consegui parar de ler, curiosa pra saber como terminava. E ele fala de Montevidéu, onde já estive, me deu uma nostalgia daquele rio imenso que é como o mar.

A noite da espera é mais sério, não tem humor, tem gosto de ditadura, de juventude, de estar perdido no meio de acontecimentos sobre os quais não se tem qualquer controle. É triste.

Sobre o Bergman só posso dizer que estar dentro do pensamento dele é diferente de ver seus filmes. Ele descreve, na autobiografia, suas limitações, dúvidas, inseguranças, a intimidade criativa. Seus filmes são tão perfeitos, muitos deles sofridos, não entendo como foram criados por uma pessoa finita. Os filmes não terminam nunca, mudam no decorrer dos anos, estou revendo aos poucos.

Hoje li partes deste livro:

E encontrei:

Gosto de textos incompletos.


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