Sobre “Nabokov e a felicidade”, de Lila Azam Zanganeh (Alfaguara, 2013)

borboletas

Ela vem à Flip, Lila Azam Zanganeh (dia 5, mesa 6, às 12 horas).
Vem conversar com Francisco Bosco sobre o prazer do texto.
Roland Barthes tem um livro muito lindo com esse título, “O prazer do texto” (Perspectiva, 1987).
E o livro de Lila é sobre a euforia da leitura.
Adorei o livro que descreve o deslumbramento recíproco entre o leitor, o autor e o texto.
A literatura vive, o escritor vive no texto, o texto fala, o leitor transforma, fantasia, cria, recria, multiplica; finalmente escreve.
E outro leitor – agora eu – lê. Estamos todos na nuvem da imaginação, das palavras, das impressões.
Lila passa para o leitor seu encanto com Vladimir Nabokov, a quem ela chama, carinhosamente, às vezes, de VN.
O livro não é uma biografia, não é uma autobiografia, não é ensaio, mas é quase tudo isso.
Ao terminar, o leitor conhece, de Nabokov, só o que ele e seus textos têm de bom.
A autora fez rigorosa pesquisa e tudo o que há no livro é verdade (há precisa indicação de fontes).
Porém, como ela não se propôs a escrever uma biografia, teve a liberdade de falar só sobre a felicidade de Nabokov e sobre a sua própria felicidade ao desvendá-lo.
Sobre sua obsessão, como ela mesma assume, sem medo.
É uma escritora corajosa e generosa.

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