Li e vi o Cine Bijou

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Eu não diria que sou uma grande leitora: às vezes não consigo me concentrar o suficiente para ler o tanto que gostaria.

Mas sou muito amiga de muitos livros, que classifico da seguinte maneira: livros que adoro (e nunca poderia ter escrito), livros que eu gostaria de ter escrito (e também adoro), livros que  respeito, livros para consulta (sociologia, história, filosofia), biografias, autobiografias, livros que ainda vou ler. É mais ou menos assim.

Entre os livros que gostaria de ter escrito está  “Minhas férias”, de Marcelo Coelho, editado já faz um tempo pela Companhia das Letrinhas. Nós adoramos em casa – todo mundo gostou. É bem escrito e a gente se identifica com o narrador. Não é um livro infantil, é pra toda a família. É curto e vai além do texto, chega ao coração.

Marcelo Coelho agora lança outro livro muito bom:  Cine Bijou, com ilustrações de Caco Galhardo (Cosac Naify). Fala tudo o que é importante: o que foi o  Cine Bijou em São Paulo, o que significou em determinada época , que tipo de filme passava lá, o que tinha em volta do cinema, quem era o narrador, o que ele fazia e sentia. Ele teve um professor perseguido pela ditadura, o professor Mauro. Fiquei pensando que o professor deve ter ficado contente de se ver no livro, se ainda estiver vivo. Foi uma homenagem, mas não só: o Mauro representou todos os professores que deram, na época,  exemplos de liberdade. E ele também tinha um guarda-chuva.

Em 57 páginas, o livro e os desenhos contam o que era ser  jovem e curioso na década de 70. Insegurança, deslumbramento com o cinema, com o sonho,  tudo isso e muito mais está no livro e nos lindos desenhos de Caco Galhardo.

Eu não morava em São Paulo nessa época. Morava em Santos. Mudei pra cá em 1981. Fui algumas vezes ao Cine Bijou. Mas eu vi todos – quase todos – os filmes mencionados no livro, com o mesmo encantamento. Vi no cinema ou em vídeo-cassette. Vi Os amantes de Maria, com a Natassja Kinski. Vi O  Último Tango em Paris, Perdidos na Noite.  Laranja Mecânica eu não quis ver, tive aflição, não queria tanta angústia.  Não gosto de ficar chocada no cinema, nem Crepúsculo eu vejo. Gosto de ficar deslumbrada, de dar risada, de ver violência quando explícita, como a dos filmes de  Tarantino; mas vou até aí.

Eu via todos os filmes de Ingmar Bergman, filmes com a Romy Schneider, da Lina Wertmüller (Mimi, o Metalúrgico, Pasqualino Sete Belezas). Outro dia revi O Porteiro da Noite, como é forte.

Lembrei de tudo isso ao ler e ver o livro. Gostei muito do Cine Bijou.

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Uma resposta to “Li e vi o Cine Bijou”

  1. Fernanda Pateo Says:

    Fiquei com vontade de ler os livros que mencionou nesse post…a minha lista só aumenta,rs

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