Imagens dispersas

Assisti Julie & Julia ontem, no DVD. O filme tem momentos muito bons e Meryl Streep vale em qualquer ocasião. Se eu pudesse ser outra pessoa, se se pudesse escolher, seria Meryl Streep. Acho que Meryl melhorou com a idade. Ficou mais leve, mais alegre. Deve ser uma pessoa calorosa, gostosa de ficar perto.
A atriz que interpreta Julie, Amy Adams, interpretou Amelia Earhart em Uma noite no Museu 2. É tão cativante, quando assistia ao filme queria que a fita fosse para o presente só para vê-la atuar, cozinhando, escrevendo e conversando com Julia Child. Mas depois que o filme terminou voltei para o passado e fui ao youtube e vi a própria Julia Child e dei mais valor ainda à interpretação de Meryl Streep.
As imagens dessas atrizes me lembram outras atrizes, como por exemplo Vivian Leigh em A ponte de Waterloo, que assisti recentemente, e em E o vento levou…E Penelope Cruz. E Jane Fonda em Julia.
Voltando a Julie & Julia, fiquei pensando, se eu dialogasse com um personagem do passado, transportando para o presente alguma experiência, atualizando idéias ou pensamentos, renovando a persona, faria isso com Marilyn Monroe e com Roberto Bolaño. Os dois não se parecem em nada, mas adoraria conversar com Bolaño e ser um pouquinho Marilyn Monroe, pelo menos quando ela cantava para os soldados na Coreia. E de Bolaño nem gosto tanto do que ele escreve, acho muito longo, mas deve ter sido uma pessoa muito interessante. Aqueles óculos dele, aquele jeito sério de falar…Gostar de verdade gosto mesmo de Cortázar. Mas eu jamais poderia me imaginar sendo Julio Cortázar. Seria muita pretensão.
A ponte de Waterloo é um filme que só vale por Vivian Leigh e sua dança deslizante. O personagem interpretado por Robert Taylor é muito bobo, não fala nada de interessante o filme inteiro, tem uma inocência insuportável para a época. Na guerra a inocência é imperdoável.
Essas imagens que tenho dos outros e de mim mesma misturam-se na memória e na internet. Se quero ver alguém, vou ao youtube imediatamente e vejo. Vi até Regina Duarte na novela Selva de Pedra, de 77, dizendo para um Francisco Cuoco/Cristiano estupefato ao ver sua falecida mulher Simone em uma festa: Meu nome é Rosana Reis. Acho que eu queria ser Janete Clair.
http://bit.ly/c12vpq

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