Chopin, livro de Valerio Mazzuoli

Chopin: elementos de pianística e impressões sobre a vida e a obra, publicado em 2020 pela editora Letramento, Belo Horizonte), de Valerio Mazzuoli, é dividido em três partes.

A primeira trata da pianística chopiniana. A segunda traz impressões sobre a vida de Chopin (1810- 1849). E a terceira concentra cronologia da vida e da obra do grande músico. Há, ainda, última parte para o catálogo das obras.

O que mais me impressionou neste livro foi o texto o estilo elegante, leve, conciso, absolutamente bem sucedido ao sintetizar informações extensas sobre Chopin e sua obra.

Logo se descobre que a obra de Chopin gira só em torno do piano. Todas as notas são importantes, assim como as pausas. O pianista precisa estar muito concentrado na execução, sempre desgastante.

O pedal, a partir de Chopin, passou a permitir, no piano, o som do balanço das árvores, das ondas do mar. O piano teve, ainda, possibilidades ampliadas, recursos pianísticos antes não utilizados, como cantos-fantasma, elementos-surpresa, além ritmo diferente, como Mazurkas (peça em três tempos dançada em pares, o entrelaçamento formando figuras geométricas), ou Polonaises. Chopin nasceu na Polônia, viveu por muitos anos na França. Amava, também, a Polônia.

O relato sobre os estudos de Chopin (27 composições) é muito interessante. Chopin os preparou para que o executante pudesse vencer desafios, inclusive de resistência.

Não menos relevante é a parte sobre a vida de Chopin, seus amigos, seu amor por George Sand. Há uma fotografia belíssima tirada no estúdio fotográfico de Louis Auguste – Bisson em 1949. É a foto que inicia este texto.

Valerio Mazzuoli é jurista e pianista, mas, aqui, deve ser destacada sua dedicação à obra de Chopin. Este livro mostra que ele conhece profundamente aspectos técnicos do piano de Chopin, assim como sua vida. Ele transmite, ao leitor, o encanto que sente ao ouvir, tocar e estudar Chopin.

Ao final do livro está o catálogo integral da obra de Chopin e é possível, assim, ouvir Op. 32, Noturnos de 1836-1837, por exemplo, na ordem em que compostos.

Agora, por exemplo, interessei-me em ouvir Op. 28, 24 Prelúdios (1836-1839).

Procurei no Spotify e encontrei várias gravações, tendo escolhido a de Martha Argerich, pianista que adoro.

Este é um livro que vai me acompanhar quando ouvir Chopin, porque explica sem impor, sugerindo, com suavidade.

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